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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Nomes

Gosto de me descobrir na escrita
Palavras que brotam sem cessar
E tudo na minha mente se agita
Eis os nomes surgindo sem parar...

São todos nomes do meu passado
Com horas e horas de conversas
Sinto, tudo agora está tão mudado
Não vejo mais do que promessas.


Dizem: Alexandra, tu vais ficar boa
Mas eu só penso naquilo que perdi
Os vislumbres que me deixam à toa
Sem saber como voltar ao que vivi.

Acredito nestas vidas que se tocam
Acredito na vida, na morte e no além
Acredito que um dia estas pessoas
Me fizeram muito, mas muito bem!

Escrito por Alexandra Miranda
Lisboa, 25 de Novembro de 2014

Princesa

O Amor e a paixão
São calor da minha alma
Também a voz do meu coração

Palavras que soltas ao vento
Dentro do meu peito me doem
Por não terem entendimento

A brisa bate-me no rosto
Sinto na boca o sabor a mar
É tão bom sentir esse teu gosto


Um dia escrevi sobre o amor
Num momento de raro fervor
Escrevi sobre dois dos que vivi
Um que desfiz e o outro, perdi...

Vamos caminhando de volta
As duas felizes e cansadas
Eu sinto-me mais leve e solta
São tão boas estas caminhadas

Foi mesmo bom ver o mar
O mar que antes adorava
Agora só me faz pensar
Em tudo o que eu gostava.


Gosto de estar contigo
Tu que estás sempre do meu lado
Gosto dos nossos momentos
És minha amiga, és a minha força
Gosto tanto do teu ombro amigo
E sem ti, vou passar um mau bocado!

Princesa, escrito por Alexandra Miranda a 27 de Novembro de 2014
Dedicado a uma pessoa maravilhosa e uma amiga muito especial, obrigada Sara.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Na paz dos anjos...

Sim, quando a noite vem
Tão envolvente e calma
O sono chega e me enleva
Sinto o descanso na alma

Eu encontro na vossa paz 
Sítios onde me sinto segura
Vocês são porto de abrigo
Um local de amor e ternura

Vivo assim mais descansada
Sei que sempre me protegem
Mesmo em dias de trovoada
Os relâmpagos mal se sentem


Tudo aqui está tão confuso
Pensamentos fluem sem parar
Ainda não me lembro de nada
E não sei se quero lembrar...

Amigos como vocês não há
Anjos que me guiam e guardam
Nenhuma privação é tão má
Com o apoio que me dispensam.

Gostava de vos poder retribuir
Mas neste momento eu sou oca
Sabendo que muito está por vir
Digo o que não me sai da boca


por Alexandra Miranda
escrito a 27 de Abril 2015

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Vida pela metade...

Vou olhando imagens e fotos vazias
Tudo vai, tudo vem... Coisa incerta
Lembranças vãs de uns outros dias
São sonhos que me deixam em alerta

Todas as noites são um tormento sem par
Pesadelos... a solidão de pessoas sós
No meu sofrimento que parece não acabar
Dói-me a cabeça o peito e a também a voz

Grito mudo na escuridão do meu pensar
Ninguém me ouve, ninguém escuta enfim
Mesmo que nesta vida me sinta definhar
Acabo sempre por aceitar que não é o fim

Sentindo a música, a canção e o poema
Que bate bem forte no meu pensamento
Sinto-me tão presa nesta minha redoma
Como se estivesse sob um encantamento

Quero fugir e ser livre, como eu nunca fui
Para ser dona da minha própria vontade
Neste momento toda a minha mente flui
Para onde sou toda e não apenas metade!


Vida pela metade, 22-11-2014
escrito por Alexandra Miranda

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Memórias

Memórias, lembranças, recordações...
O tempo, a ansiedade e sim, a saudade
Nesta loucura que só me trás desilusões
Por buscar incessantemente a verdade!

Há uma nova vida, construída dia após dia
Onde todo o passado me parece tão distante
Onde tudo o que era ainda sou mas não sabia
Mas aprendo e vou guardando na minha mente.


Eu vivo numa constante aprendizagem
Como uma nova forma de me descobrir
Processando tudo aquilo que me dizem
Fico perdida, sem saber se chorar ou rir

Rio desta desgraça pois de chorar cansei
Pois já me contaram coisas tão estranhas
Algumas são loucas como nunca imaginei
Mesmo não lembrando, estão nas entranhas

E a tua ausência causa-me tanto sofrimento
Tudo o que então vivi não sei se quero viver
Na minha cabeça tudo roda é um tormento
Não sei bem se o melhor não seria morrer!!!

Memórias
por Alexandra Miranda
Escrito no dia 11 de Novembro de 2014

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Brilhante escuridão...

Na escuridão deste meu mundo
Sinto-me só, tão triste... Enfim...
Há uma luz brilhando lá ao fundo
Tento chegar-lhe, dar muito de mim.

Mas tenho tanto medo deste escuro
Que como manto negro me envolve
Como será então este meu futuro?
Se sinto que a esperança se dissolve

Não sei em quem devo acreditar
Se me sinto cada vez menos eu...
Só dizem que me querem curar
Revolto-me, não sei que me deu!


Sinto-me frágil, ao sabor do tempo
Um tempo perdido e que não volta
As recordações são um contratempo
A memória que presa jamais se solta

Solto amarras, navego para longe
Nesta lua cheia de um mar revolto
Busco o meu 'eu' e o 'eu' que me foge
Para que possa chegar a bom porto.

Hanover, 01 de Junho de 2015
Dia Mundial da Criança
Alexandra Miranda

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Craniotomia


Definição:

Uma craniotomia é uma cirurgia que envolve a remoção de uma porção de osso (osso aba) do crânio, a fim de criar uma abertura através da qual um outro tipo de cirurgia do cérebro pode ser realizada. Esta abertura permite o acesso a uma área do cérebro que requer tratamento, tais como a remoção de uma lesão ou de reparação de um vaso sanguíneo danificado ou tecido. O retalho ósseo é substituída no fim do procedimento cirúrgico. Se a aba não for substituído, o procedimento é chamado a craniectomia.

Prognóstico:

Recuperação de craniotomia em si pode ser bastante rápida depois de uma cirurgia, bem sucedida e sem complicações. O período de recuperação geralmente varia de 1 a 4 semanas, com recuperação completa com a duração de 8 semanas.
A capacidade de voltar a trabalhar, no entanto, depende grandemente do grau de sucesso no tratamento da doença subjacente ou condição que requer a craniotomia, a complexidade ou a extensão do processo de tratamento, e do estado de saúde e idade do indivíduo.

Reabilitação:

Os indivíduos que se submetem a craniotomia podem exigir serviços de reabilitação múltiplas, dependendo da localização e da razão para a craniotomia.
Fisioterapia e terapia ocupacional pode ser necessária. Dependendo das áreas do cérebro afetadas, a terapia pode variar de exercícios de condicionamento geral, se o indivíduo está enfraquecido da cirurgia para habilidades funcionais de reciclagem. Terapia pode envolver força, equilíbrio e exercícios de coordenação, bem como a instrução no uso de dispositivos adaptativos e equipamentos especiais, como uma bengala ou cadeira de rodas.
Fonologia pode ser necessárias para promover a clareza na fala, compreensão de fala e controle de deglutição. Terapia respiratória pode ser necessário para reduzir a congestão pulmonar, em particular, se um indivíduo é acamado por um período prolongado. Terapeutas respiratórios podem executar percussão e utilizar técnicas de posicionamento e tosse para promover a drenagem de fluido / muco dos pulmões.
Os indivíduos podem requerer aconselhamento por um psicólogo ou psiquiatra para ajudá-los a lidar com sua doença. Isto pode ser particularmente importante se a craniotomia foi realizada para remover um tumor ou para drenar um abscesso cerebral resultante de uma doença crônica, como o HIV / SIDA.

Complicações:

Complicações da craniotomia e cirurgias cerebrais realizados em conjunto com craniotomia podem incluir lesão do tecido cerebral ou os vasos sanguíneos, de nervos ou paralisia muscular, e uma perda de funções mentais, como a fala, a memória, ou a compreensão.
Outras complicações potenciais incluem surdez, visão dupla, cegueira e perda do sentido do olfato (anosmia).
Complicações cirúrgicas adicionais podem incluir a formação de coágulos sanguíneos, a retenção de líquidos e inchaço (edema), e infecção.

Regresso ao Trabalho:

Responsabilidades, tais como levantamento de peso, árduas tarefas físicas, conduzir, ou o uso de habilidades motoras finas podem precisar de ser modificadas por um período prolongado. O indivíduo pode exigir tempo para assistir física, ocupacional ou sessões de terapia da fala. Acomodações para dificuldades de locomoção, como o estacionamento em uma área deficiente e sendo permitidos mais tempo para chegar aos locais designados, podem ser necessários. Acomodações de segurança podem ter de ser feitas se o indivíduo usa uma cadeira de rodas, andador, ou bengala. Se o indivíduo tem dificuldade com a fala, os deveres de telefonista podem precisar de ser temporariamente interrompidos. Se as habilidades no trabalho precisam de ser reaprendidas, o tempo deve ser permitido para este processo. Se o indivíduo não pode reaprender o trabalho, mudança permanente para outro emprego mais adequado pode ser necessário. Política da empresa sobre o uso de medicamentos deve ser revista para determinar se o uso de medicação é compatível com a segurança do trabalho e função.