Recifes de Coral
Ele não se apercebeu, mas uma sombra movia-se no fundo, acompanhando de perto os seus movimentos, até que alguma coisa lhe agarrou o pé. Assustado, olhou em volta, quando, das profundezas, Camila emergiu bem à sua frente, rindo da cara dele:
- Não, não estou com medo. Tu estás? - respondeu ela, finalmente, à pergunta que havia ficado por responder.
Nadando de costas, afastou-se dele com uma ondulação de corpo perfeita. Ele, depois de respirar fundo, respondeu aliviado:
- Por momentos fiquei preocupado. Estiveste submersa imenso tempo. Mas já percebi o que querias dizer quando me disseste que te “sentias melhor e mais confortável dentro de água que fora dela”. Nadas de uma forma tão leve e graciosa… Quase como uma sereia, sério.
- Uma sereia? - Camila mergulhou novamente e, numa acrobacia perfeita, emergiu bem à frente dele. - Não sabia que existiam sereias no Pacífico Sul. Segundo sei, elas são originárias da mitologia grega.
Nadavam agora bem perto um do outro, tocando-se de vez em quando. Maui nadava bem, muito bem até, mas Camila era um caso à parte. Desconcertado, ele continuou a conversa:
- Pois… eu nunca vi nenhuma sereia por aqui. Tu és, sem dúvida, a mais parecida que já vi com uma. Não me digas que o teu nome está associado a algum tipo de mitologia. Uma deusa grega ou algo assim?
- Sim, na verdade está. Camila significa basicamente: “mensageira da terra” e, aparentemente, foi consagrada a Diana, deusa da caça, também conhecida como Ártemis. Mas também há quem diga que a sua história está ligada ao Império Romano. Mas sendo descendente de um grego, prefiro acreditar na primeira versão.
Chegaram novamente a águas rasas, mas não se levantaram. Preferiram ficar reclinados na areia branca, ainda dentro de água, olhando as estrelas e a lua. No horizonte, uma tempestade formava-se; nuvens enormes e carregadas eram rasgadas por raios que iluminavam o céu. As luzes da pousada, ao longe, tremeluziam na ondulação. Mas, apesar disso, o silêncio imperava.
Camila levantou-se lentamente, ajeitou o biquíni e deixou-se cair, serena, sobre a areia ainda molhada. Apenas os pés permaneciam acariciados pela água morna. Pouco depois, uma sombra envolveu-a. Abriu os olhos e encontrou Maui inclinado sobre ela.
A mão esquerda de Camila subiu, devagar, até ao rosto dele, e bastou esse gesto para que Maui se aproximasse ainda mais. Os lábios tocaram-se, primeiro com hesitação e depois com uma urgência crescente, como se ambos tivessem esperado demasiado tempo por aquele momento. O beijo aprofundou-se, salgado, quente, cheio de uma fome que nenhum dos dois tentou disfarçar.
As mãos dele deslizavam pela lateral do corpo dela, sentindo a pele arrepiar com o seu toque. Camila arqueou-se ligeiramente, puxando-o para si, deixando-se levar pela intensidade que crescia entre eles. Os lábios de Maui percorriam o pescoço de Camila, saboreando, beijando e mordiscando sem parar. Estavam ambos perdidos nos braços um do outro, quando, do nada, um som crescente se aproximou deles. Pareciam passos. Seria um animal? Seriam pessoas? O som cessou apenas quando alguém, ao longe, perguntou:
- Que roupas são estas? Também está aqui uma bolsa.
Camila e Maui levantaram-se rapidamente e correram para junto do barco. Maui tomou a dianteira e, em francês fluente, respondeu com calma, tentando perceber se haveria problemas:
- Essas coisas são nossas. Desculpem ter usado o vosso barco, mas queríamos guardar as roupas quando fomos dar um mergulho. Eu sou o Maui, da pensão Chez Mahina.
Um dos dois homens riu-se a bom rir, um riso malicioso, mas foi o outro que, olhando para Camila, que ainda se escondia um pouco atrás de Maui, disse num tom conciliador:
- Disseram-nos que alguém estava a mexer no barco, e afinal era verdade. Mas ao que parece não estavam a estragar nada. Ainda bem. - Entregou a Maui as roupas, as sapatilhas e a bolsa de Camila e concluiu: - Já é tarde, talvez seja melhor irem para casa.
- Sim, vamos vestir-nos e já vamos embora. Desculpem o incómodo e obrigado por tudo. - respondeu Maui.
Quando os dois homens se afastaram, eles vestiram-se e calçaram-se em silêncio. Já prontos, olharam um para o outro, e um suspiro profundo escapou da boca dela; logo depois, ele suspirou também. Aqueles homens tinham interrompido um momento tão íntimo e maravilhoso.
Regressaram então à pensão, e Maui fez questão de acompanhar Camila até à porta do quarto, sem saber bem como se despedir. Foi ela quem tomou a iniciativa: aproximou-se, deu-lhe um beijo terno nos lábios e disse:
- Gostei muito desta noite... - Fez uma pausa, lembrou-se de algo e continuou: - Amanhã ainda vou estar por aqui, o meu voo atrasou. Dorme bem e descansa.
Virou-se e entrou no quarto, fechando a porta atrás de si.
Maui, com um sorriso apalermado, respirou fundo e seguiu para o seu quarto. Só conseguia pensar nela e esperava, sinceramente, sonhar com ela. A sua sereia grega.
A tempestade, que antes se via ao longe, chegou mesmo. A madrugada trouxe chuva diluviana e os trovões ribombavam sem parar. Tudo estremecia. No quarto, Camila acordou estremunhada, encolheu-se na cama e aconchegou-se nas cobertas. Não tinha medo, mas não deixava de ser bastante assustador: os relâmpagos iluminavam o ambiente para, logo em seguida, a escuridão voltar a imperar. As sombras tornavam-se fantasmagóricas, lembrando-lhe as histórias da infância:
- É em noites assim que os vilões costumam atacar. - Riu-se com estes pensamentos ditos em voz alta e fechou os olhos. O sono regressava e tomava conta dela. Quando estava quase, quase a adormecer, ouviu algo. Parecia uma melodia suave, quase imperceptível por causa da chuva, do vento e dos trovões, mas não era ilusão; podia ouvi-la.
Saltou da cama e correu para a rua, abrindo as portadas. O vento invadiu o quarto, molhando tudo por causa da chuva que ainda caía com força lá fora. Um relâmpago rasgou o céu exatamente no momento em que saiu para a varanda; logo depois o trovão ecoou forte, fazendo estremecer tudo à sua volta e levando-a a verbalizar:
- Caramba! Este caiu perto.
Recompondo-se do susto, percebeu que dali ouvia melhor a melodia. Parecia uma canção, mas o som vinha de muito longe. Olhando o atol, tentava perceber se via algo estranho, mas sem sucesso. Estava de noite, e a chuva e o vento do temporal reduziram drasticamente a visibilidade. Só quando relampejava é que a claridade permitia ver mais longe, mas apenas por uns segundos.
Arrepiou-se. A roupa que usava para dormir estava encharcada; os calções e a t-shirt branca de algodão, agora colados ao corpo, deixavam ver com detalhe, pela transparência, a silhueta do seu corpo.
A melodia hipnótica continuava, mas decidiu voltar para dentro. A hora era tardia e não fazia sentido estar ali quando a escuridão lá fora não permitia ver nada. Enquanto fechava as portadas, um novo relâmpago iluminou a noite. No atol, lá ao longe, pôde ver por uns breves segundos o que parecia ser uma pessoa… ou seria um peixe? Não sabia bem o que era, mas era grande e parecia fazer acrobacias na água. Entretanto, e por coincidência, a melodia parou.
Camila ainda ficou uns minutos a olhar lá para fora, mas nem com a ajuda dos raios conseguiu ver mais alguma coisa. Fechou as portadas e, só quando voltou para dentro, reparou que aos seus pés estava uma poça de água. Descalça, atravessou o quarto, despiu-se, tomou um duche rápido, limpou tudo e deitou-se.
Estava muito cansada e precisava de dormir.
A verdade é que não teve muita sorte: teve uma série de sonhos esquisitos. Primeiro, navegava num pequeno barco de madeira e este, do nada, levantava voo; ela gritava, saltava borda fora e mergulhava no mar. Depois nadava na água límpida, no meio de peixes coloridos, e com ela nadavam também golfinhos e sereias.
Sereias?
Acordou!
O sol invadia o quarto; estava uma manhã bem luminosa, mas já ia alta. Pelas horas, estava quase a perder o pequeno-almoço. Levantou-se, pôs protetor solar, colocou o biquíni da véspera, depois vestiu uns calções azuis-escuros e um top branco com bordados marinhos também azuis-escuros. Foi ver as sapatilhas, mas estas ainda estavam molhadas. Assim, optou por umas chinelas brancas de borracha. Lavou a cara, escovou os dentes e deu um jeito ao cabelo. Saiu do quarto ainda na esperança de estar dentro do horário da refeição.
Estava com fome.
Infelizmente, quando chegou à zona de refeições, já estavam a arrumar tudo. Olhou em volta, mas não viu Maui em lugar algum. No seu íntimo, sentiu uma certa desilusão por não o ver, mas ele deveria ter assuntos a tratar. Absorvida nos seus pensamentos, nem reparou que a dona Mahina lhe acenava. Só “acordou” quando ela veio ao seu encontro e lhe falou com toda a delicadeza do mundo:
- Está à procura do Maui? Ele saiu agora mesmo, teve de ir resolver umas pendências a Rikitea e só deve voltar logo à tarde... - Fez uma pausa e, mudando completamente o assunto, perguntou: - Já tomou o pequeno-almoço?
- Não, ainda não. Parece que cheguei atrasada… - respondeu Camila, tímida e meio envergonhada.
Foi de imediato interrompida pela solícita dona Mahina, que prontamente disse:
- Claro que não, era o que faltava! Diga-me o que quer e eu vou buscar. Entretanto, enquanto espera, vá sentar-se ali junto à varanda para ver melhor a paisagem.
Camila, assim fez. Pediu um pão com queijo, sumo de laranja e uma taça de frutas. Sentou-se à mesa, apreciando aquela paisagem maravilhosa, e aguardou. A vista do atol era incrível e a transparência da água, com o calor que já se fazia sentir, parecia chamá-la. Lembrou-se do que tinha visto durante a madrugada.
Poderia ser alguém a fazer mergulho? Apesar de ser o mais provável, seria estranho fazê-lo durante aquela tempestade. Depois, tinha quase a certeza que, no movimento acrobático antes de desaparecer, lhe parecera ver uma cauda de peixe. Seria um tubarão? Pelo tamanho, poderia ser um tubarão-martelo ou tubarão-limão…
As suas teorias foram interrompidas com a chegada do pequeno-almoço, colocado na mesa de forma célere, e com óptimo aspecto. Camila agradeceu, mas, tendo uma ideia repentina, logo questionou a mãe de Maui:
- Dona Mahina, sei que há passeios turísticos por aqui. Mas o que eu queria saber é: há algum barco para alugar? Ou alguém que me possa levar aos recifes do atol, na saída para o oceano?
Depois de pensar um pouco, dona Mahina anuiu com a cabeça, mudando o seu semblante terno para um mais sério. Então respondeu:
- O senhor Kaleo. Ele tem um barco de madeira ancorado lá ao fundo... - Apontou para o local onde ele estaria. Camila, olhando nessa direção, logo o viu. Parecia o barco onde ela e Maui tinham escondido as roupas na noite anterior. - Entretanto, dona Mahina continuou: - Bom, ele é bastante reservado, não gosta nada que mexam nas coisas dele, mas eu compro-lhe peixe, entre outras coisas, e até agora não tive problemas.
- Agradeço imenso a informação. Quando terminar o pequeno-almoço, vou lá para falar com ele.
Camila aproveitou ao máximo aquele momento. Afinal, não tinha pressa e podia relaxar um pouco. Quando terminou a refeição, pegou nas loiças e nos talheres, levando tudo até à cozinha. Dona Mahina, admirada, veio logo ao seu encontro quando a viu chegar com aquilo tudo e disse:
- A menina não tinha de fazer isto. Onde já se viu? Mas, já que fez, eu agradeço. Diga-me, estava tudo bom? Vai querer mais alguma coisa?
Camila adorava o jeito da senhora. Percebia, pela postura dela, que apesar de parecer que estava a ralhar, lhe achava imensa piada, pois não parava de sorrir. Assim, sorrindo também, respondeu:
- Eu queria retribuir a amabilidade e também agradecer pessoalmente a atenção que teve comigo. Mas agora… bom, agora só quero um café expresso.
Dona Mahina serviu Camila e, estando ambas encostadas à ombreira da porta, conversavam com entusiasmo sobre os afazeres da pensão e sobre como havia uma maior afluência de turistas, porque, apesar de ser inverno na Polinésia, estavam na época alta.
Entretanto, alguém chamou a dona da pensão que, pedindo licença, deixou Camila sozinha.
Esta terminava o café, olhando o mar lá fora, quando o telemóvel satélite avisou a chegada de uma mensagem. Abriu e leu:
“Miss Tallas, Camila. Esta mensagem serve de confirmação do voo de ligação entre a ilha de Gambier e a ilha de Oeno, marcado para amanhã às 11h. Agradecemos a sua preferência pelos nossos serviços.”
Estava tudo a regressar à normalidade. Tinha sido um pequeno percalço, apenas um dia de atraso. Acenou de longe à dona Mahina, guardou o telemóvel no bolso dos calções e foi até ao quarto buscar os óculos de sol e um chapéu. Meteu a máquina fotográfica dentro da bolsa, um cantil de água, o protector solar e um saco estanque. Tendo tudo preparado, saiu para ir procurar o senhor Kaleo.
Caminhando pela orla marítima, ia tirando fotografias à paisagem e a alguns artrópodes que, com a sua passagem, se escondiam ou corriam. Observou e fotografou um caranguejo-eremita que, indiferente à sua presença, continuava a alimentar-se. Tirou as chinelas e guardou-as no saco estanque que havia levado para o efeito, não queria molhar as coisas que tinha na bolsa.
Assim, descalça, foi explorando a zona onde a água era um pouco mais funda.
Andando, distraída pela fauna e pelas fotos, chegou ao barco de madeira do senhor Kaleo. Este, ondulando na água transparente, parecia flutuar. Olhou em volta, mas não via ninguém por ali. Contudo, as memórias da noite anterior fizeram-na sorrir; tinha sido bastante agradável e Maui tinha sido muito querido e preocupado com ela. Gostava dele, mas poderia tornar-se algo mais? Embora parecesse que ele estava bastante interessado, não sabia dizer ao certo. Tudo era recente, não valia a pena pensar nisso.
Preferiu concentrar-se nos planos que havia traçado para aquele dia, planos esses que a tinham levado até ali, mas que agora não pareciam possíveis de realizar. Não tinha o número de telemóvel do senhor Kaleo, nem sabia onde ele morava. Enfim, podia ter perguntado à dona Mahina, mas na altura nem se lembrara disso. Ao que parecia, dar uma volta de barco teria de esperar.
Aproximou-se do barco, espreitou para o interior e não viu nada que lhe chamasse a atenção de imediato. Lá dentro estavam apenas alguns utensílios de pesca, redes e armadilhas para apanhar caranguejos e lagostas. Mas, num relance, viu o que parecia ser um arpão antigo, escondido debaixo de umas cordas. Inclinou-se, tentou tirar as cordas que o cobriam, mas sem muito sucesso, porque o barco ondulava na água e ela não queria molhar os calções.
Nisto, o barulho de uma mota ouviu-se ao longe, aproximando-se cada vez mais. Camila afastou-se do barco, não queria que alguém a visse a mexer onde não devia. Foi mesmo a tempo, porque a mota estava mais perto do que parecia e logo chegou ali. Um homem desceu, e Camila reconheceu-o de imediato: era um dos dois homens da noite anterior. Seria o senhor Kaleo?
- Boa tarde, o meu nome é Camila e estou à procura do senhor Kaleo. A dona Mahina, da pensão, disse que o poderia encontrar aqui. Eu queria saber se poderia levar-me a dar uma volta de barco pelo atol, para poder tirar umas fotos? - Perguntou, despejando toda a informação de uma só vez, sem saber bem porquê. Um pouco atrapalhada, esperou a resposta.
- Não, não sou o Kaleo. - Respondeu ele, rindo-se de forma grotesca, o que não agradou muito a Camila e a fez lembrar do riso malicioso que ouvira da sua parte na noite anterior. Mas logo ele continuou: - Foi o Kaleo quem me mandou vir. A dona da pensão ligou-lhe, mas ele não podia. O meu nome é Keanu e a menina quer dar um passeio, é isso? Vamos lá então.
(Senhor Keanu - 58 anos)
O senhor Keanu passou por ela. Cheirava a tabaco e a cerveja. Começou a preparar o barco: retirou a corda que o prendia e puxou-o para mais perto da costa, para facilitar a subida. Quando se acomodaram, ele sentou-se de costas para ela, enquanto Camila, sentada na proa, observava o horizonte. Depois, ele pegou nos remos e começou a remar, primeiro devagar, depois com mais força.
(Camila passeia de barco)
Estavam cada vez mais longe da costa e a água parecia mais escura, porque a profundidade era maior. Mas, apesar disso, ainda se conseguia ver muito bem o fundo e os peixes coloridos que nadavam por ali. Camila observava tudo com muita atenção; eram muitas as espécies que viviam em segurança no atol. Uma vez ou outra, mergulhava a máquina na água e tirava fotos. Depois, para registar o que via, filmava-se ao estilo de um documentário, identificando as espécies e o ambiente em que as encontrava.
O calor escaldante e húmido começava a tornar-se difícil de suportar. Camila abriu a bolsa, pegou no cantil e bebeu um pouco de água. Depois, de forma educada, perguntou ao senhor Keanu se queria beber também. Este parou de remar, mas nem se dignou a olhar para ela, respondendo num tom malandro:
- Água?! Eu não bebo água! Mas se tiver uma cerveja, aí eu aceito. - Dito isto, riu-se alto, pegou novamente nos remos e, com braçadas firmes, levou o barco para mais perto do recife.
Ali, o mar já era muito mais fundo, percebia-se pelo tom azul-escuro da água, mas, mesmo assim, com atenção, ainda era possível ver o fundo. As ondas rebentavam nas rochas e nos recifes que faziam a fronteira entre o atol e o oceano. O barco ondulava cada vez mais, mas Camila não se preocupava com isso.
Tranquila, gravava vídeos e tirava fotos para explicar ao detalhe e documentar tudo o que via e tinha visto até ali. Depois, debruçando-se no barco espreitou para o recife. A força da maré e das ondas libertava sedimentos que alimentavam esponjas, ouriços e estrelas-do-mar, mas também anémonas e pólipos de coral, verdadeiros construtores que, em conjunto com as algas calcárias, cimentam e dão estrutura ao recife.
Apetecia-lhe mergulhar e ver tudo mais de perto. Só tinha um problema: não tinha como o fazer de forma totalmente segura. Faltava-lhe equipamento e, para falar a verdade, também não se sentia segura nem à vontade com aquele homem ali. Ele deixava-a desconfortável.
Pensou em Maui, gostava que ele estivesse ali.
Autora: Alexandra Miranda



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